Um crescimento de 8% nas vendas pela internet em 2016, é o que prevê o estudo do E-bit/Buscapé, que há 15 anos monitora e estuda o comércio eletrônico e hoje conta com uma base de mais de 21.000 lojas nas suas analises de dados.

Será possível atingir este percentual positivo, evitando assim a “crise” no e-commerce? Tentando buscar esta resposta analisamos o relatório do E-bit/Buscapé, extraindo, não apenas os números, mas principalmente o porquê dos resultados apresentados. Começaremos analisando como foi o ano de 2015, passando pelos principais pontos deste relatório.

Analise do do e-commerce brasileiro em 2015

Foi registrado um crescimento de 3% no volume de pedidos ao final de 2015, no entanto o faturamento cresceu bem mais, 15,3% em relação a 2014, os fatores apresentados para o crescimento do faturamento, acima das vendas, foram os seguintes:

  • Venda de produtos com maior valor agregado;
  • Diminuição do percentual de vendas que ofereciam frete grátis;
  • Maior participação das classes A e B.

Menor participação da Classe C

Em 2015 houve um aumento geral nos preços dos produtos, na internet o aumento registrado foi de 8,94% o segundo FIPE/Buscapé, desta forma, a classe C, que em 2013 representava mais de 54% das compras no e-commerce, em dezembro de 2015 representava apenas 39%.

O ano de 2015 fechou com o crescimento de 3% somente depois de superar uma queda de 1,9% no 1º semestre do mesmo ano. O relatório do E-bit/Buscapé mostrou os fatores que contribuíram para esta retomada no 2º semestre:

  • Black Friday e Natal: já tradicional também no comércio brasileiro, a Black Friday serve também para o consumidor antecipar as compras de natal, onde ele tem a expectativa de obter maiores descontos. A Black Friday de 2015, registrou queda no número de reclamações, principalmente quanto a falsas promoções. Foram mais de 3.700 reclamações em 2015, contra 12 mil no mesmo período em 2014. Este é um fato positivo e importante para dar mais credibilidade a uma data que vem vinha sendo conhecida por fazer, em um muitos casos, promoções enganosas;
  • OMNICHANNEL: simplificando um pouco, é o processo onde a loja física e a loja virtual trabalham integradas para oferecer uma melhor experiência de atendimento e compra do cliente, uma é complemento da outra, ou seja, não há concorrência entre loja física e virtual, há sim um trabalho conjunto buscando atrair e fidelizar o cliente. No final é possível retirar o produto na própria loja também;
  • Dispositivos móveis (celulares e tablets): eles representaram 15% das vendas no mês de dezembro, percentual maior que o de 2014.
  • Cross-border: 54% dos consumidores realizaram pelo menos uma compra em sites internacionais durante o ano de 2015, com um gasto médio anual de R$ 449,00.

Maior confiança do consumidor no comércio eletrônico

Ainda no ano de 2015 foi registrado uma queda no atraso de entrega dos pedidos, de 12% em 2014 esse número caiu para 8% no ano seguinte. No entanto uma das razões para isso foi o aumento nos prazos de entrega informados pelos lojistas, uma forma de garantir o prazo dado e evitar reclamações dos clientes.

Outro dado fornecido pelo relatório é que 90% dos consumidores leem e utilizam a opinião de outros consumidores para tomada de decisão segundo estudos, o que mostra que quando se trata de comprar pela internet o consumidor quer ter certeza que a loja onde ele está comprando é confiável, bem como saber se o produto escolhido é de qualidade e cumpre o que promete.

90% dos compradores consultam opiniões de outros consumidores

O que esperar para 2016

Estima-se que em 2016 o comércio eletrônico deva crescer em torno de 8%.
O nível de satisfação e confiança dos brasileiros no e-commerce vem aumentando. Em 2013 a satisfação com o e-commerce era de 54% e ao final de 2015 foi para 65%.

Como vimos, um maior cumprimento dos prazos de entrega, promoções que oferecem descontos reais aos clientes, como foi na Black Friday de novembro de 2015 são fatores que fazem aumentar a confiança das pessoas no comércio eletrônico.
Também deve seguir aumentando são os acessos via mobile e, desta forma, as compras por estes dispositivos.

É de se esperar então que o e-commerce siga crescendo, não tanto quanto poderia, mas seguirá se consolidando como um canal de compras seguro e confiável para o consumidor brasileiro.

Confira aqui o relatório completo WebShoppers do E-commerce.

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